terça-feira, 28 de janeiro de 2020

ONDE ESTÁ A NOSSA DIFERENÇA?


Onde Está a Nossa Diferença?


Pr. Sérgio Pereira

Desde a minha infância tenho ouvido frases do tipo: “O crente tem que fazer a diferença! Tem que ser diferente”. Geralmente a conotação para esta afirmação sempre foi negativa. Me faz perceber uma abordagem de alienação, de distanciamento da vida social, da responsabilidade com o próximo, como que se o crente fosse indiferente ao mundo.
Este erro não é novo. Já no final do terceiro século e início do quarto século, o monasticismo, (do grego monachos, uma pessoa solitária) é a prática da abdicação dos objetivos comuns dos homens em prol da prática religiosa. Os praticantes do monasticismo são classificados como monges (no caso dos homens) e monjas (no caso das mulheres). Ambos podem ser referidos como monásticos e, por norma, vivem na chamada clausura monástica. O monasticismo, um movimento de afastamento e retirada, ensinava que só se pode viver plenamente a vida cristã quando se rejeita a mundanidade e despreza-se a civilização e a cultura, dedicando-se exclusivamente a contemplação.
Outra abordagem negativa para esta afirmação de que “o crente tem que fazer a diferença” consiste em dizer que a diferença está no elemento cultural. Dizem que a diferença do crente está num padrão de estilo e costume. Um padrão de comportamento que muitas das vezes ridiculariza a vida humana. Um padrão que assim como a abordagem monástica distancia o crente da vida humana e social, acrescentando aos crentes rótulos deselegantes.
E isto é tão verdadeiro, que após tantos anos de protestantismo no Brasil, rotulou-se o que é ser crente. Não pela essência, mas pela aparência. Rótulos não de valores, mas de estilos e costumes. Uma verdadeira alienação da realidade. Uma imagem errônea de cristianismo. E quantas pessoas não crentes, equivocamente pensam que ser crente é ser caricatura de um determinado rótulo fabricado no imaginário popular. Rótulos que não conferem com a verdade.
Isto não é fazer a diferença como Jesus ensinou. Então, onde está a nossa diferença?

A NOSSA DIFERENÇA ESTÁ EM NOSSO PODER DE PRESERVAR (Mt 5.13)
            É mister perceber que o sal tem o seu valor enquanto está em uso. Se ficar guardado no saleiro nunca cumprirá a sua finalidade. É justamente por isso que Jesus falou: “vós sois o sal da terra”. Da terra, do mundo, da humanidade.
            O ser humano longe de Deus está em estado de putrefação, está se decompondo por causa do pecado. Razão pela qual o mundo necessita de sabor e conservação. Nossa diferença consiste em preservar os valores morais, éticos e sociais. O sal preserva e dá sabor. O mundo necessita disso. Para isso somos discípulos de Cristo.
            A nossa atitude frente aos desafios da modernidade não é a de nos ilharmos em nossas casas, em nossa igreja ou em nossa vida. Jesus radicalmente nos chama para irmos ao mundo: “vós sois o sal da terra”.
            Só podemos fazer a diferença por causa de Jesus Cristo. Por causa da transformação e da lapidação que o Evangelho provoca na vida de quem o recebe, tendo o caráter modificado. Em Cristo somos o sal mais puro. O único sal capaz de fazer a diferença.
            Nosso poder de preservar é por meio dos valores imutáveis do Reino de Deus. Preservarmos quando temos o nosso caráter moldado pela Palavra de Deus, evidenciado pelo fruto do Espírito. Preservarmos quando os mandamentos recíprocos, o eu e tu, são atitudes que vivenciamos uns para com os outros e para com os de fora. Fazemos a diferença quando priorizamos em primeiro lugar o Reino de Deus, quando damos importância aquilo que é verdadeiramente valioso, quando somos bons mordomos de Cristo, cuidamos da vida humana em sua concretude – bioética, tratamos com seriedade a natureza.

A NOSSA DIFERENÇA CONSISTE EM PROVOCAR SEDE DE DEUS (Mt 5.13)
            Esta é outra verdade a respeito do sal. Além de conservar, preservar e dar sabor, o sal também provoca sede. Tal efeito aborda a dimensão missionaria da igreja de Deus. Só fazemos a diferença se estivermos convivendo, nos relacionando com as pessoas “do mundo”. O nosso chamado não é para ficarmos enclausurados em quatro paredes, alienados do mundo a nossa volta. Precisamos salgar. Precisamos nos infiltrar no meio da sociedade. Precisamos mostrar ao mundo o Cristo que servimos. Ele será evidenciado por nosso caráter, por nossas atitudes, por nosso amor. A diferenciação de nossas atitudes deverá provocar desejo nas pessoas de quererem conhecer o que temos. O sal provoca sede!
            Percebamos que a sede será provocada a medida em que os valores do Reino forem sendo vivenciados ao lado de pessoas que se encontram distantes de Deus. As pessoas precisam querer ser iguais a nós. Precisam desejar ter o Deus que temos e andar na luz que andamos.
            Isto requer de nós uma reflexão: minha vida tem causado sede de Deus na vida de outras pessoas? A minha tem despertado em outros o porquê da minha fé? A minha vida tem sido inspiração para aqueles que estão imersos na vida de pecado?

            Jesus falou que “...se o sal se tornar insipido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens” (Mt 5.13). Pode o sal perder a sua finalidade? Isso é um contrassenso, é um absurdo, não é isso que deve ser.
            Na época de Jesus o sal era tirado do mar Morto. Era sal misturado com outras matérias. Sendo assim, se este ficasse exposto ao tempo, poderia perder suas propriedades, tornando-se algo apenas parecido com sal. Assim era incapaz de salgar. Não conservava, não preservava, não proporcionava sabor, nem provocava sede. Seu uso não podia ser outro senão servir para pavimentar estradas e ser pisado por aqueles que o dominam. O império Romano usava o sal sem valor para manter as estradas abertas sem que a vegetação tomasse conta. O sal insípido era também jogado no terraço das casas para serem pisado com a terra, a fim de endurece-la.
            Interessante observar que o contato com substancias impuras pode tirar o valor do sal. G. J. Hobson, um químico inglês, observou que “o cloreto de sódio é um produto químico muito estável, resistente a quase todos os ataques; não obstante, pode ser contaminado por impurezas, tornando-se então, inútil e até mesmo perigoso”.
            O sal perde o seu sabor por um processo de adulteração, contaminação ou infiltração; o sal se torna insipido por causa das substancias estranhas que se agregam a ele. Assim acontece com muitos crentes ao flertarem com pecado. O pecado desvirtua os propósitos eternos de Deus. Cristãos que não fazem a diferença por não terem um compromisso real com Cristo. Negligenciam sua missão e se conformam a uma vida de religiosidade.
            Um cristão que não faz a diferença onde está será humilhado, pisado pelos homens. Será pedra de tropeço, motivo de escândalo ao evangelho.
            Caro leitor, não caia na tentação de pensar que a sua diferença se dará por meio de um legalismo religioso, por meio de uma alienação as coisas do mundo, por meio de um afastar-se das pessoas. Não pense que a diferença está no ato rígido de uma piedade fingida ou na proclamação agressiva do evangelho. Você fara a diferença a medida em que estiver inserido no meio do mundo, mas com comportamento e atitude dirigida pelos imutáveis valores do Reino de Deus. Você fara a diferença a medida em que influenciar com seu testemunho a decisão de outras pessoas para terem um encontro pessoal com Cristo.
            Que sejamos diferentes! Que sejamos discípulos de Cristo. Que sejamos sal da terra!

Pr. Sérgio Pereira é Pastor Presidente da Assembleia de Deus em Buritis (RO). Secretário de Comunicação da CEMADERON. Membro da Comissão de Relações Públicas da CGADB. Bacharel em Teologia (Instituto Inovatti), Graduado em Teologia (FACEL), Pós graduado em Capelania (ONIC) e especializado em teologia prática. Professor, conferencista e escritor.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

O QUE FAÇO NO TEMPLO?


Por Pr. Sérgio Pereira

Qual a razão de passarmos tantas horas semanais dentro do templo?
As respostas podem ser múltiplas.
Há inúmeras pessoas com motivações equivocadas quanto ao que fazem no templo. Outros estão com as motivações certas, mas do modo errado.
Alguns vão a igreja como o trabalhador de uma grande empresa vai a ela: bater o ponto! Outros sobem as escadarias do santuário como meros religiosos cheios de formalidades e cerimonialismo. Existem aqueles que são os famosos “crentes de congresso”: se há alguma atração gospel ou um calendário especial, lá estão eles, sempre confundindo o lugar de adoração com um parque de diversões. Há ainda os que se lembram do templo na época da adversidade: bastou acontecer algo de ruim, eles comparecem no primeiro banco da igreja para fazerem todas as correntes possíveis.
Há cristãos que já entenderam o real significado de ir à igreja: adorar o Senhor e contemplar a sua formosura (Sl 27.4). Mas, o que significa adoração? Adoração verdadeira começa com a Criação (Sl 50.1). A real finalidade da Criação é louvar a Deus (Sl 19.1). A verdadeira adoração sempre inclui e exprime a grandeza e a glória de Deus. Isso pode ser observado nas ocasiões em que Deus revelou-se aos homens de forma direta, em uma teofania (Ex 3.6; Is 6.5; I Rs 19.13; At 9.6, ARC). A adoração verdadeira sempre tem a Deus como objeto, o que condiciona Seus adoradores a um legítimo temor diante da Sua santidade e a um estilo de vida santificado.
Adoração verdadeira é uma questão do coração. Em meio a esse formalismo no culto ao Senhor, Ele conclama Seu povo a adora-lo em Espírito e em verdade (Jo 4.23,24)
Sob muitos aspectos, o templo tinha o mesmo significado para os israelitas que a cidade de Jerusalém: (1) Simbolizava a presença e a proteção do Senhor Deus entre o seu povo (Ex 25.8; 29.43-46). Quando ele foi dedicado, Deus desceu do céu e o encheu da sua glória (I Cr 7.1,2; cf. Ex 40.34-38), e prometeu que poria o seu Nome ali (I Cr 6.20, 33). Por isso, quando o povo de Deus queria orar ao Senhor, podia fazê-lo, voltado em direção ao templo (I Cr 6.24,26,29,32), e Deus o ouviria “desde o seu templo” (Sl 18.6). (2) O templo também representava a redenção de Deus para com o seu povo. Dois atos importantes tinham lugar ali: os sacrifícios diários pelo pecado, no altar de bronze (Nm 28.1-8; II Cr 4.1) e o Dia da Expiação quando, então, o sumo sacerdote entrava no lugar santíssimo a fim de aspergir sangue no propiciatório sobre a arca para expiar os pecados do povo (Lv 16; I Rs 6.19-28; 8.6-9; I Cr 28.11).
Todavia, o templo não oferecia nenhuma garantia absoluta da presença de Deus; simbolizava a presença de Deus somente enquanto o povo rejeitasse todos os demais deuses e obedecesse à santa lei de Deus. Miquéias, por exemplo, verberava contra os lideres do povo de Deus, por sua violência e materialismo, os quais ao mesmo tempo, sentiam-se seguros de que nenhum mal lhes sobreviria enquanto possuíssem o símbolo da presença de Deus entre eles: o templo (Mq 3.9-12). Posteriormente, Jeremias repreendeu os idólatras de Judá, porque se consolavam mediante a constante repetição das palavras: “Templo do SENHOR, templo do SENHOR, templo do SENHOR é este” (Jr 7.2-4, 8-12). Por causa de sua conduta ímpia, Deus destruiria o símbolo da sua presença — o templo (Jr 7.14,15).
Infelizmente alguns de nós a semelhança do que aconteceu no templo nos dias de Jesus, temos profanado o templo do Senhor. De que forma profanamos o templo de Deus?
·         Profanamos o templo do Senhor com nossas atitudes (Mt 21.12), quando fazemos do templo um lugar de ganharmos a vida, de lucro, de comercio. Por causa de seus interesses vinham ao templo não para terem comunhão, nem tampouco para oferecerem sacrifícios.
·         Profanamos o templo do Senhor quando não fazemos dele um lugar de adoração (Mt 21.13).
·         Profanamos o templo do Senhor quando ele deixa de ser um lugar atrativo para o mundo. O lugar no templo destinado aos gentios, para que estes pudessem adorar a Deus, estava completamente ocupado com outras coisas. Como os gentios poderiam orar e reverenciar a Deus se o próprio povo de Deus não fazia isso? Os gentios notavam a falsa religiosidade daquela gente (Mc 11.17 b).
·         Profanamos o templo do Senhor quando não temos zelo por ele (Jo 2.17). A indiferença que Cristo viu no coração daquela gente o deixou irado. O Senhor tem zelo pelo que lhe pertence
Portanto, o espaço físico onde a igreja se reúne precisa ser, antes de qualquer coisa, um lugar de encontro com o Divino, onde a graça perdoadora manifesta-se abundante e provedora sobre o humano falho que ali que se apresenta reverentemente em adoração.
Estar na casa de Deus, orar e ouvir a Sua palavra produz o verdadeiro refrigério às nossas almas; pois muitas vezes vamos à casa de Deus, com o coração triste, amargurado diante de tantos problemas e lutas; e se buscarmos de todo o coração esse refrigério, o encontraremos. E você já sabe o que faz no templo?

Artigo originalmente publicado no Jornal Mensageiro da Paz Edição nº 1572 de Maio de 2016.


Sérgio Pereira é Pastor Presidente da Assembleia de Deus em Candeias do Jamari (RO). Secretário de Comunicação da CEMADERON e Membro da Comissão de Relações Publicas da CGADB. Bacharel em Teologia (Instituto Inovatti), Graduado em Teologia (FACEL) e especializado em teologia prática. Professor, conferencista e escritor.

sábado, 7 de maio de 2016

NOVO DESAFIO PASTORAL: PRESIDIR A IGREJA EM CANDEIAS DO JAMARI (RO)

No último dia 21 de abril, fomos empossados como Pastor Presidente da Assembleia de Deus em Candeias do Jamari (RO), cidade a 20 km da capital do estado, a saber Porto Velho.
O ato de posse foi conduzido pelo presidente da CEMADERON, Pr. Nelson Luchtenberg, meu mentor espiritual e líder convencional, que entusiasmado nos abençoou para este desafio.
A igreja estava repleta e o povo nos recebeu com carinho e consideração.
O fato também foi noticiado no blog do amigo Pr. Carlos Roberto da Silva, presidente da COMADESP, conforme o link a seguir: http://www.pointrhema.com.br/2016/04/pr-sergio-pereira-assume-como-pastor.html 
A Deus seja a glória pela honra de poder pastorear seu rebanho.
Esteja conosco na intercessão.










segunda-feira, 28 de março de 2016

ARTIGO NA REVISTA OBREIRO APROVADO Nº 73 - 2º TRIMESTRE 2016

Mais uma vez sou agraciado por Deus pela oportunidade de ter um artigo escrito publicado na conceituada Revista Obreiro Aprovado, edição nº 73. Esta revista é publicada trimestralmente pela CPAD tendo como público alvo a liderança assembleiana pentecostal.
Nesta edição escrevo sob o tema "O obreiro e seus medos", matéria que você acompanha a partir da página 44 da revista.
No artigo, trabalho sobre quais são os principais medos que rondam a vida de um obreiro e como tratá-los.
Adquira sua edição pelo site da CPAD ou na livraria mais perto de você e confira esse excelente artigo.

Minha gratidão ao Pr. Silas Daniel (Editor chefe) e ao amigo Edilberto Silva (Editor) pela oportunidade dada.

terça-feira, 15 de março de 2016

Que Igreja Queremos Ser!

Que Igreja Queremos Ser


Pr. Sérgio Pereira

Certa feita, os urubus tomaram o poder na floresta e impuseram seu estilo de vida a todos os animais. Sua culinária, sua moda, sua estética e mesmo suas preferências musicais tornaram-se o padrão e a referência para todos. Os pintassilgos, muito cordatos, esforçavam-se sobremaneira para corresponder às exigências dos urubus. Entretanto, os pobres pintassilgos não conseguiam se acostumar com o cardápio de carniça que deveria substituir sua dieta de frutas, tão pouco conseguiam andar como os urubus, reproduzir-lhe os requebros e os grunhidos que os urubus chamavam de música. Observando os desajeitados pintassilgos, os urubus concluíram sumariamente: “Não adianta. Um pintassilgo sempre será um urubu de segunda categoria”.
A estória acima foi escrita por Rubem Alves e demonstra como todos nós procuramos modelos para pautar nosso estilo de vida. E há estilos de toda espécie. Uns mais para urubus, outros mais para pintassilgos. Alguns desses modelos nos fascinam e seduzem. Todavia, a Igreja tem nas Escrituras e no exemplo dos cristãos primitivos o referencial para sua fé e prática. Certo slogan diz assim: se podemos sonhar algo, então podemos realizá-lo! Se isso for verdade, só poderemos construir a igreja ideal se, primeiro, pudermos imaginá-la.
Esta é nossa pretensão: a partir do texto de Atos 17.1-15, idealizar a igreja da qual teríamos orgulho. No texto o autor deixa transparecer um juízo de valor que apresenta a Igreja em Beréia como sendo mais nobre que a de Tessalônica. Numa leitura atenta, podemos ver como a comunidade de Tessalônica se mostrou invejosa, intolerante, violenta, incapaz de fazer autocrítica, hipócrita, incoerente, manipuladora, corrupta entre outras “qualidades”. Tessalônica era a comunidade da qual teríamos vergonha. Mas, a poucos quilômetros dali, outra igreja entrou para a história, pela pena de Lucas, recebendo os elogios que toda igreja gostaria de receber para si. Vejamos, então, quais as características que fizeram de Beréia uma igreja mais nobre.

A Igreja que queremos ser precisa ser uma comunidade aberta (At 17.11b).
Como comunidade aberta entendo uma igreja aberta para o diálogo, que converse com as pessoas, que saiba interagir com os diferentes, sem os menosprezar ou julga-los. Como uma comunidade aberta a igreja é avida pela Palavra de Deus e como resultado será acolhedora do novo, sem desprezar as tradições.

A Igreja que queremos ser precisa ser uma comunidade madura (At 17.11c)
Uma comunidade madura é crítica. Os bereianos estavam abertos para as novidades, mas sem ingenuidade. Queriam conferir nas Escrituras para ver se as coisas são de fato assim. Karl Sagan disse: “Devemos ter a mente aberta, mas não tão aberta a ponto de o cérebro cair para fora”. A comunidade de Beréia não vai atrás de qualquer novidade, não se ilude com a moda religiosa, não se embriaga com as novidades das paradas de sucesso, nem se deixa enganar por eloquentes animadores de auditório. Diante da novidade propõem: “Vamos ver se as coisas são de fato assim, vamos conferir nas Escrituras Sagradas”. Acredito que os bereianos sabiam que, se Jesus fosse o Messias esperado, as Escrituras seriam claras em relação a isso. Questionar ensinamentos que parecem não ter base bíblica, por mais acostumados que estejamos com eles. Imagine quantas tradições judaicas os bereianos poderiam seguir, mas isto não os impediu de questioná-las.
Uma Igreja madura é atualizada. Preocupa-se com a sua “reciclagem”. A expressão “dia-a-dia” mostra como eles liam e reliam as Escrituras aplicando-as ao seu contexto e à sua vida

A Igreja que queremos ser precisa ser uma comunidade evangelizadora (At 17.12-15).
Uma Igreja evangelizadora é ortoprática. Beréia era uma igreja ortodoxa: conhecia sua tradição. Mas era também ortoprática: vivia de acordo com o que cria. Havia uma coerência e uma consequência entre fé e prática (At 17.12,14,15).
Uma Igreja evangelizadora é organizada (At 17.15). Eles eram habilidosos e eficientes na ação evangelizadora.
Uma Igreja evangelizadora é solidária (At 17.13-15). Diante da perseguição promovida pelos intolerantes tessalonicenses, os bereianos não se eximiram de suas responsabilidades. Arregaçaram as mangas e protegeram, financiaram e ampararam a Paulo, Silas e Timóteo.

Precisamos reunir as características acima mencionadas e seremos uma igreja nobre como a de Beréia. Afinal, que tipo de Igreja queremos ser? Qual a nossa mais legítima identidade? Quando simplesmente copiamos estranhos modelos, perdemos nossa identidade e passamos a ter vergonha do nosso nome, mas se revitalizarmos nossa tradição à luz da Palavra de Deus, teremos orgulho de sermos o que somos e, talvez, descubramos, afinal de contas, que não é tão ruim, assim, ser pintassilgo. O caráter nobre dos bereianos produziu preciosos frutos. Por manterem este zelo e amor pelas Escrituras, muitos foram salvos (At 17.12). Hoje, os bereianos, são exemplos tanto para a Igreja atual.

Queremos ser uma igreja acolhedora e missionária, que promove a restauração das pessoas e desenvolve oportunidades para a vida em comunhão e serviço cristão, com atuação relevante e inovadora em sua comunidade e no mundo. Queremos ser uma igreja onde cada pessoa mantenha uma atitude de absoluta lealdade a Cristo, vivendo em Sua PRESENÇA, experimentando Seu PODER e cumprindo Seu PROPÓSITO. Queremos ser uma igreja onde cada pessoa cultive uma atitude de transparência, simplicidade, perdão e aceitação no trato umas com as outras. Queremos ser uma igreja evangelizadora que prega o Deus que Deseja salvar a todos e assim não faz acepção de pessoas. Queremos ser uma igreja que valoriza pessoas acima das coisas, uma comunidade que não apenas cumprimenta como irmãos, mas que vive como irmãos. Queremos ser uma igreja que crê no sobrenatural divino, mas que não esquece que Deus nos usa nas coisas simples e naturais do dia a dia. Queremos ser uma igreja que ama como Cristo amou, mesmo que isso nos custe tempo, dedicação, esforço, perdas ou até a própria vida. Queremos ser uma igreja dependente de Deus e responsável pelo nosso próximo. Queremos ser uma igreja fluente em nossa sociedade sem comprometer a verdade do evangelho com políticas, mentiras, esquemas, disputas, partidarismo ou ódio. Queremos ser uma igreja que faça o melhor para Deus sem legalismos ou cargas sobre os ombros das pessoas.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

[POINT RHEMA]®: Encontro de blogueiros: Pr. Carlos Roberto

[POINT RHEMA]®: Encontro de blogueiros: Pr. Carlos Roberto: Durante a realização do I Fórum do Ministério da Família da CGADB , realizado em Imperatriz-Ma, tivemos a felicidade de nos encontra...

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Mensagem: O Poder do Espírito Santo na Vida da Igreja

No dia 12 de Janeiro de 2016 ministrei no culto de edificação cristã da Assembleia de Deus em Cacoal (RO). Na oportunidade discorri sob o tema "O poder do Espírito Santo na vida da Igreja" baseando-me em Atos 1.4-8,14; 2.11-41.
Nesta noite aprouve o Senhor batizar oito irmãos com o Espírito Santo. Assista esta importante reflexão.

domingo, 8 de novembro de 2015

Mensagem: O Lugar do Perdão nos Relacionamentos

No dia 13 de Outubro de 2015, baseado na Carta de Paulo a Filemom falei no culto de edificação cristã no Templo Sede da Assembleia de Deus em Cacoal (RO). Você pode acompanhar essa mensagem de edificação no vídeo abaixo.


terça-feira, 29 de setembro de 2015

MENSAGENS QUE EDIFICAM E ENSINAM - MINISTRADAS NO CULTO DE ENSINO DA ASSEMBLEIA DE DEUS EM CACOAL (RO)

Assistam a três mensagens pregadas por mim no Culto de Edificação Cristã no Templo Sede da Assembleia de Deus em Cacoal (RO).

PRIMEIRA MENSAGEM: Pregada em 16/06/2015 sob o tema "Quando a Verdadeira Igreja é Atacada.



SEGUNDA MENSAGEM: Pregada em 11/08/2015 sob o tema "Uma Espiritualidade Equilibrada".



TERCEIRA MENSAGEM: Pregada em 25/08/2015 sob o tema "As Características da Verdadeira Igreja", na ótica do capítulo 3 de Atos dos Apóstolos.



sábado, 13 de junho de 2015

O Poder do Evangelho na Vida da Igreja - Cl 1.1-8

Na última terça feira (09/06/2015), ministrei no culto de ensino bíblico da Assembleia de Deus em Cacoal (RO). Falei baseado em Cl 1.1-8, sob o tema: "O poder do evangelho na igreja".

quarta-feira, 6 de maio de 2015

ARTIGO NA REVISTA OBREIRO Nº 69 - 2º TRIMESTRE 2015



Por bondade de Deus, a Revista Obreiro, conceituada revista destinada a liderança pentecostal brasileira, publicada pela CPAD, publica um artigo de minha autoria na última edição, a edição 69 referente ao 2º trimestre de 2015.
O Artigo tem por título "Um mal chamado pecado". Nesse artigo trabalho a ideia de que o pecado é uma ofensa direta contra Deus. Em um mundo sem Deus a ideia de pecado não teria significado. À proporção que os homens perdem a consciência de Deus, a ideia de pecado vai desaparecendo de sua mente e coração.
Adquira sua edição pelo site da CPAD ou na livraria mais perto de você e confira esse excelente artigo.

Minha gratidão ao Pr. Silas Daniel (Editor chefe) e ao amigo Edilberto Silva (Editor) pela oportunidade dada.

terça-feira, 3 de março de 2015

AS ETAPAS DA FRUTIFICAÇÃO - Jo 15.1-11

Em 10/02/15 preguei esta mensagem no Culto de Ensino da Assembleia de Deus em Cacoal (RO)
Assistam e sejam edificados!


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

A Ansiedade, Seus Aspectos e Sua Cura

Assistam este importante estudo ministrado na Assembleia de Deus em Cacoal (RO) no culto de ensino bíblico no último dia 03/02.
Falei sobre o tema "A ansiedade, seus aspectos e cura".






domingo, 25 de janeiro de 2015

A Arena da Vida Cristã

Assistam a mensagem que preguei em 06 de Janeiro de 2015 no Templo Central da Assembleia de Deus em Cacoal (RO) no culto de Ensino Bíblico.




quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Geração De Davi? Ora, Não Me Faça Rir



Por Zilton Alencar

Geração de Davi? Geração de adoradores? Que nada! Estamos na geração Fast Food Gospel.... Pedro, não querem mais o puro leite! Paulo, não querem mais o alimento sólido! Querem só um McLanche Feliz e um brinquedo!
O que quero dizer é que a geração de Davi existe. A geração de adoradores existe. Entretanto, como bem disse o nosso Mestre, pelos frutos se conhece a árvore. E os frutos que vemos na Igreja nos dias de hoje não são os encontrados em Davi, ou nos adoradores que Jesus disse à samaritana que Deus buscava. Confundimos "resultados" com "frutos", damos glória a Deus porque o IBGE aponta para o crescimento da "igreja evangélica", e confundimos inchaço com crescimento. Esquecemos que esta multidão nem sempre é aceita por Cristo. Foi Ele mesmo quem proferiu um discurso tão duro que a multidão foi embora. Ficou só a minoria. Só doze, e um deles era diabo!!
Temos uma geração que quer pôr Deus no canto da parede, vociferando arrogantemente: "- Restitui, eu quero de volta o que é meu!", como se tivesse direito a alguma coisa, senão condenação. Deus não é Senhor nesta geração, e sim servo. É a geração que não se contenta com a pura graça de Deus. Quer mais, e mais, e mais! Quer reinar!! Quer ser cabeça a todo custo!
Temos uma geração que afirma categoricamente que "o melhor de Deus ainda está por vir", esquecendo-se (ou desprezando o fato) de que Jesus Cristo, o Filho, o melhor que havia no céu ao lado do Pai, já veio. Queremos mais, pois Jesus não é suficiente!
Temos uma geração que fomenta no povo um terrível sentimento íntimo, que prefere estar no alto do palco, olhando arrogantemente para os seus inimigos boquiabertos na platéia e sentindo o sabor de mel da vingança na boca, do que observando o que Jesus disse a respeito dos nossos inimigos: "Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e aborrecerás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; Para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus; porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos. Pois, se amardes os que vos amam, que galardão havereis? não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis demais? não fazem os publicanos também assim? Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus" (Mt 5:43-48). Geração esquizofrênica, que se sente rodeada de inimigos, incapaz de orar por eles. Geração rancorosa, que não perdoa, que quer se sobressair e até ser adorada pelos supostos inimigos.
Temos uma geração aonde o caráter cristão é espezinhado, e se vive um "evangelho" de aparências, e não de conduta e princípios. A geração que ora pedindo um milagre: que apareça misteriosamente em sua conta bancária alguns milhares de reais, e que agradece a Deus quando isso acontece. Geração que não compreende o Deus justo, mas se alegra com a injustiça, achando que Deus foi o Autor deste "depósito" milagroso e salvador...
Temos uma geração que está sendo guiada por "pastores" e outros "títulos eclesiásticos", por homens e mulheres que preferem os títulos e as prebendas, que para satisfazerem-se primeiramente a si mesmos já rebaixaram a Bíblia e seus preceitos imutáveis à quarta ou quinta posição em suas vidas e em suas doutrinas e profissões de fé. Pastores que não se dão conta que prestarão contas um dia ao Sumo Pastor...
Geração de Davi uma ova!! Esta é, na verdade, a Geração Laodicéia, a geração da igreja rica, poderosa e diferenciada, mas cega, pobre, miserável e nua! É a Igreja que ocupa a grade da programação das principais emissoras de tevê, mas não usa esta programação para pregar o VERDADEIRO EVANGELHO. É a Igreja que avança triunfante no mercado fonográfico, mas que não canta para o louvor de Deus, e sim para enriquecer, usando MÚSICAS DE TRABALHO, e não músicas de evangelismo! É a Igreja que abraça o Ecumenismo... É a Igreja que é noiva do Cordeiro, mas amante do mundo. Quem quiser ter a DIMENSÃO EXATA desta frase, leia o capítulo 16 do livro do profeta Ezequiel. Não há melhor exemplo que este!
Sabem qual seria a geração de Davi? E qual é a geração de adoradores que Deus espera?  Uma geração que O adore pelo que Ele é, e não pelo que ele pode nos proporcionar. A geração que abraça a cruz para a morte, e não a que senta no trono para reinar! A geração de uma igreja pobre financeiramente, mas riquíssima em poder, em comunhão, em observação das Escrituras e em defesa da sã doutrina, contrária aos lobos vorazes que estão invadindo o aprisco e degolando o rebanho! Uma geração que olharia mais para Jesus, e menos para os homens, que aceitaria mais as palavras da Escritura do que as supostas "revelações" humanas, sem base bíblica. Que teria mais prazer nas Escrituras do que nas novidades!
Sinto-me enojado com a geração de hoje. Geração morna, que provoca ânsia de vômito no Senhor Jesus e em todo aquele que ama a Verdade do Evangelho puro e simples, que Ele e seus apóstolos pregaram e revolucionaram o mundo no 1º Século! É claro que não estou generalizando! Sete mil joelhos são sempre estrategicamente deixados por Deus para não se dobrarem a Baal, a Laodiceia e a Mamom! E estou lutando para fazer parte desta MINORIA, pois já observei que a maioria sempre prefere voltar ao Egito, e sempre escolhe Barrabás.
Se Jesus chamava a geração em que viveu de "geração má e perversa", de que estará chamando esta nossa??
Perdoem-me o desabafo. Mas se eu, pó e cinza, estou me sentindo assim, o que não sente o Senhor que deu Sua vida por esta Igreja?

 FONTE: esquizilton.blogspot.com.br

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

O Que a Bíblia diz sobre Halloween

O Que a Bíblia diz sobre Halloween

         A tentativa de fazer com que o dia 31 de Outubro entre para o nosso calendário como “Dia das Bruxas” está, infelizmente, caminhando a passos largos. Ano após ano, escolas, clubes e outros grupos aproveitam a data para “comemorar” o Halloween utilizando-se de fantasias de bruxas, fantasmas e duendes, com abóboras e mamões transformados em caveiras...
         Neste contexto, de um modo geral, surgem duas visões divergentes a este respeito: de um lado, há os que pregam veementemente contra esta comemoração, acusando-a de ser uma festa satânica, e de outro há os que acreditam se tratar de uma celebração inocente, sem nenhum mal. Como cristãos, acreditamos que nossa referência é a Palavra de Deus. Portanto, neste estudo vamos procurar estabelecer alguns princípios bíblicos para a viabilidade ou não das festas de Halloween.
        Um pouco de História: A comemoração do Halloween teve início na Irlanda, há mais de 3 mil anos, no chamado Samhain - festival da colheita dos celtas. Os Druidas (magos celtas) acreditavam que nessa noite a janela que separava o mundo dos vivos do mundo dos mortos desaparecia, e as almas dos mortos regressavam numa visita aos lares terrenos. Para manter esses espíritos contentes e afastar os maus espíritos de seus lares os celtas deixavam comida e doces na parte de fora de suas casas, e realizavam rituais com sacrifícios humanos.
        Significado espiritual: Em nossos dias, tanto no calendário pagão (movimento neo-pagão), como na bruxaria e no satanismo (adeptos da Igreja Mundial de Satanás), o Halloween é a data mais importante do ano. Rituais para invocação de espíritos, comunicação com os mortos, adivinhações, e até mesmo a adoração e evocação do próprio Satanás são realizados de maneira pródiga neste dia.
         Consequências: Embora muitos defendam o Halloween como uma festa folclórica da cultura norte-americana, e o comércio incentive a comemoração visando tirar proveito dela, não podemos fechar os olhos para as nefastas consequências que esta “comemoração” traz para as pessoas e para a nossa nação. Vamos enumerar algumas:
        1) Todos os valores enaltecidos nas festas de Halloween são contrários à boa, agradável e perfeita vontade de Deus para as nossas vidas:
       Morte è “Todos os que me aborrecem amam a morte.” (Provérbios 8:36)
·         Bruxaria e Feitiçaria è “Não permitam que se ache alguém entre vocês que queime em sacrifício o seu filho ou a sua filha; que pratique adivinhação, ou se dedique à magia, ou faça presságios, ou pratique feitiçaria...” (Deuteronômio 18:10)
·         Comunicação com os mortos è “Não permitam que se ache alguém entre vocês que faça encantamentos; que seja médium, consulte os espíritos ou consulte os mortos. O Senhor tem repugnância por quem pratica essas coisas” (Deuteronômio 18:11-12)
·         Ocultismo è “E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as. Porque o que eles fazem em oculto até dizê-lo é torpe.” (Efésios 5:11-12)

        2) Embora muitos participem de tais comemorações de maneira inocente e lúdica, sem o objetivo de adorar a Satanás, indiretamente estarão fazendo isso. Observe as palavras do próprio Jesus Cristo: 
“Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro” (Mateus 6:24);

        "Quem não é por mim é contra mim." (Mateus 12:30).

        3) A popularização de figuras como bruxasfeiticeiros, duendes, caveiras e espíritos malignos presentes no Halloween, faz com que, a médio e longo prazo, crianças e adultos, não só aceitem tais figuras e valores, mas as amem! É uma espécie de condicionamento através do qual, as pessoas passam a amar e a admirar os valores satânicos, tão abomináveis diante de Deus. "Aquilo que uma geração tolera, a próxima adota como estilo de vida normal". O contato constante com estes valores afeta nossa sensibilidade de tal maneira que, o que antes parecia feio e errado, nos pareça normal e aceitável. Assim, ao sermos coniventes com esta “festa”, estaremos condenando as próximas gerações a aceitarem como corretos e aprazíveis os componentes do Reino das Trevas:
“Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!” Isaías 5:20.
CONCLUSÃO: 
         Embora nem todos tenham consciência disso, uma tremenda guerra espiritual está ocorrendo bem acima de nossas cabeças, e o Halloween é uma das estratégias do Diabo e suas Hostes espirituais para tentar enaltecer e popularizar as obras das trevas. Cabe a cada um de nós demonstrar verdadeiro repúdio a esta maldita celebração importada dos EUA. Como disse Eddy Andrade Pinos, diretor regional da Cultura no Equador há alguns anos atrás: "Nada temos que fazer com bruxas nem abóboras, tampouco enganar as crianças com contos de bruxas"... Também nenhuma escola pode obrigar seus alunos a participarem destas festas, uma vez que ultrapassam o campo cultural e acadêmico, e violam princípios cristãos. Por isso, por amor a Jesus, não tomem parte destas coisas!

“Porque outrora vocês eram trevas, mas agora são luz no Senhor; vivam como filhos da luz e aprendam a discernir o que é agradável ao Senhor” (Efésios 5:8, 10)

Autor: Márcia Rezende 


sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Reforma e Reavivamento: Crescimento Contagiante da Igreja


Em 31 de outubro iremos comemorar os 497 anos da Reforma Protestante, que foi levada a efeito por Martinho Lutero em 31 de outubro de 1517, quando fixou suas famosas 95 teses na porta da igreja do Castelo de Wittemberg, na Alemanha.
         Com efeito, as bases da Reforma Protestante ainda continuam a falar entre nós. Penso que hoje, elas bradam ainda mais fortemente do que há 497 anos atrás. Nunca esses princípios se tornaram tão importantes como nos dias em que estamos vivendo. Os pilares expostos pela reforma precisam ser reafirmados e vivenciados por pessoas ávidas e sequiosas por mudanças radicais e que ensejam estar perante a face de Deus. Os ensinamentos da Reforma podem ser resumidos em cinco pontos: 
(1) Sola Scriptura: Somente a Palavra de Deus; 
(2) Sola Gratia: Somente a Graça de Deus; 
(3) Sola Fide: Somente a fé; 
(4) Sola Christus: Somente Cristo; 
(5) Soli Deo Gloria: Somente a Deus dar glória.
         Penso que tais pilares traduzem necessariamente a idéia de um reavivamento espiritual. Um retorno bíblico e cristocêntrico da Igreja pós moderna. O avivamento está intrinsecamente ligado ao crescimento da Igreja. Sob certas condições, pode-se afirmar que o reavivamento causa o crescimento da Igreja.
         Reavivamento significa primeiramente purificação e vitalização da Igreja existente. O reavivamento é um dos principais meios de Deus para vivificar a sua Igreja e desenvolver seu programa de justiça, misericórdia e evangelização.
         Heber Carlos de Campos diz que: “Reforma é a descoberta da verdade bíblica que conduz à purificação da teologia. Ela envolve a redescoberta da Bíblia como o juiz e o guia de todo pensamento e ação; ela corrige os erros de interpretação; ela dá precisão, coerência e coragem para a confissão doutrinária; ela dá forma e energia à adoração corporativa do Deus triúno”[1].
         Na verdade vivenciamos uma época em que a verdade da Palavra de Deus encontra-se escondida, o que provoca nos crentes pós modernos aridez, sequidão e distanciamento de Deus. Uma volta à Palavra se faz necessária para ocasionar nos meios evangélicos um reavivamento, um ardente desejo por Deus e assim experimentar um vertiginoso crescimento para o Reino de Deus
         Não há meio de separar reforma de reavivamento. Parecem irmãos gêmeos nos grandes feitos do Senhor. Quando os dois entram em evidencia, o resultado é um contagiante crescimento na Igreja. Quando Deus concede o reavivamento ao seu povo, o padrão normal é que a santidade de vida aumenta, um novo poder é experimentado e o Evangelho de Cristo é proclamado com fervor, paixão e devoção. O reavivamento conduz a Igreja a uma vida santa, ética e moral. O reavivamento é uma força geradora de poder, dinamismo e fé. O reavivamento impulsiona o cristão a proclamar o evangelho com eficácia, perspicácia e objetivo.
         Porque olharmos para o crescimento da Igreja sob a ótica de reforma e reavivamento? Heber Carlos de Campos responde: “Quando falamos de crescimento de igreja temos que olhá-lo como uma moeda com dois lados. De um lado é a Reforma; do outro e o Reavivamento. A primeira traz a solidez e a pureza doutrinárias, elementos essenciais para que a igreja cresça qualitativamente; a segunda traz a verdade doutrinária extrema viva e ardente em nossos corações, impulsionando o povo de Deus a uma vida limpa e de testemunho sincero e voluntário da experiência vivida com Deus e a pujante proclamação da verdade da Escritura, elementos absolutamente vitais para o crescimento da igreja. Isto faz com que a igreja também cresça quantitativamente”.
         Reforma e reavivamento estão vinculados à Palavra de Deus. A Escritura é o padrão para a Igreja. É ela que contém o manual prático para a eficiência na busca de um vertiginoso crescimento quantitativo e qualitativo da Igreja.
         Reforma e reavivamento levam à praticidade da vida cristã autêntica. Padrões éticos e morais são evidenciados por cristãos “... irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis, no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo" (Fp 2.15). Cristãos que cumprem a determinação de Jesus que diz: "Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus." (Mt 5.16)
         Busquemos o crescimento da Igreja, mas busquemos antes a reforma e o reavivamento. Reforma da nossa fé, reavivamento da nossa conduta. Reforma do nosso ser interior, reavivamento das nossas ações exteriores. Reforma dos nossos sentimentos, reavivamento de nosso desejo por Deus. Grande crescimento da Igreja após a reforma e o reavivamento virá onde todas as condições estiverem acertadas à luz da Palavra de Deus. O reavivamento e a reforma provocarão uma grande colheita, uma grande conquista ao ter elementos certos e valores corretos que desfrutem da aprovação do Eterno Deus.

 “Ouvi, SENHOR, a tua palavra, e temi; aviva, ó SENHOR, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos faze-a conhecida; na tua ira lembra-te da misericórdia.” (Hc 3.2)



[1] Heber Carlos de Campos. Crescimento de Igreja: Com Reforma ou com Reavivamento? Revista Fides Reformata. 1996

sábado, 4 de outubro de 2014

Tempo de Mudanças!

"Porque todas quantas promessas há de Deus são nele sim; e por ele o Amém, para glória de Deus, por nós" (II Co 1.20)
Há 22 anos atrás Deus falou comigo em uma palavra profética dizendo "Te usarei, serás pastor e te levarei a muitos lugares. Mas, tenho um projeto especial contigo no norte do país"
Chegou o tempo! Após muitas confirmações e aprovação de Deus, estamos nos transferindo para o norte do país, mas especificamente ao estado de Rondônia, onde fixaremos residência na cidade de Cacoal e trabalharemos ao lado do Pr. Nelson Luchtemberg, presidente da convenção daquele estado, estando a serviço da Convenção Estadual. Será um gigantesco desafio para nós! Mas estamos descansando no Deus que fez a promessa.
Nossa gratidão ao Eterno Deus que concedeu-nos o privilégio de servi-lo em nossa terra natal, pastoreando o seu rebanho desde quanto tínhamos 19 anos de idade, agora aos 35 anos, o Senhor Deus nos direciona a um novo desafio. Nosso coração está sendo bombardeado pelas emoções calorosas e afetuosas da despedida, mas a certeza de que Deus está na direção de tudo nos dá tranquilidade na alma.
Vem conosco na intercessão!

quinta-feira, 22 de maio de 2014

POR QUE JULGAR TAMBÉM É IMITAR JESUS?

Por Ruy Cavalcante 

Não é novidade alguma que a turma do “não julgueis” cresce cada dia mais dentro da comunidade evangélica, mesmo com toda a deturpação da essência do Evangelho que esta expressão acompanha. Como ela cresce, cresce também a necessidade de se continuar falando a respeito, a fim principalmente de acalmar aqueles irmãos que estão amedrontados com a possibilidade de serem amaldiçoados, caso repreendam os falsos profetas e erros doutrinários pelos quais são bombardeados todos os dias. 

O interessante dessa turma é que condenam apenas aqueles que julgam os erros cometidos pela própria igreja, mas nada falam quando o julgamento é contra os de fora da igreja evangélica (como os políticos, por exemplo) ou contra os adeptos de outras religiões. Mais irônico ainda é que na medida em que condenam o julgamento contra os da Igreja, eles mesmos estão praticando um julgamento, e neste caso um julgamento absolutamente hipócrita, este sim condenado por Jesus (Mt 7:5). 

Por certo, existem várias justificativas para este tipo de comportamento, donde uma das principais é se utilizar de algumas passagens referentes a Jesus, no que tange seu tratamento com pecadores com os quais Ele se relacionava. 

Quanto a isto, gostaria de esclarecer algo. Notem que não se pode fundamentar, nas atitudes de compaixão e solidariedade de Jesus para com os pecadores do povo, a ideia de que não podemos agir de outra maneira diante daqueles que, dentro da igreja, deturpam o Evangelho. 

Nos evangelhos há uma clara distinção entre o tratamento dispensado por Jesus aos pecadores comuns, e o tratamento que o mesmo Jesus dispensava aos falsos mestres, falsos profetas, fariseus, saduceus e aqueles que faziam comércio das (e nas) coisas de Deus. 

Para os pecadores comuns Ele dizia coisas como: "Eu também não te condeno, vá e não peques mais" (Jo 8:11). Atitudes semelhantes encontramos aos montes, e Ele de fato tinha um tratamento bem especial diante de pecadores como a mulher adúltera, publicanos, dentre outros, atitudes das quais temos grande necessidade de imitar. 

Porém para os pecados cometidos contra a verdade das sagradas Escrituras, Ele mudava totalmente o discurso, dizendo coisas como: “Hipócritas! Raça de víboras! Sepulcros caiados! Bandidos! Salteadores!” (Mt 21:12-13; Mt 23). 

Notam a diferença? 

Ele nunca tratou como "raça de víbora" um pecador do povo, uma pessoa comum que, pela sua natureza caída, pecou, mas tratou assim todos aqueles que, conhecendo a verdade, não se submetiam a ela, antes a deturpavam de todas as formas possíveis! 

Ora, se é pra se fundamentar nas atitudes de Cristo, façamos então isso, e ensinemos isso, mas de forma completa, não apenas na parte que nos interessa de forma a justificar nossa omissão, nossa covardia e, por vezes, nossa aprovação aos falsos mestres que vomitam dia e noite na sã doutrina. Observe o que o Apóstolo João fala a respeito destas coisas: 

“Todo aquele que vai além do ensino de Cristo e não permanece nele, não tem a Deus; quem permanece neste ensino, esse tem tanto ao Pai como ao Filho. Se alguém vem ter convosco, e não traz este ensino, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis. Porque quem o saúda participa de suas más obras”. (II Jo 1:9-11) 

Esse texto é auto explicativo, portanto não há necessidade de comentar a respeito dele. 

Em tempo, quando me refiro a “julgar”, falo sempre na perspectiva bíblica, que toma por fundamento e diretriz a inerrante Palavra de Deus, não nossos “achismos”, dogmas, tradições e preconceitos. Devemos julgar sim, mas com fundamento nas Escrituras, quer seja para aprovação, quer seja para a reprovação de ensinos e atitudes, tendo por motivação primária o amor pelo perdido, para que ele não se perca ainda mais, achando que se encontrou. 


“Vocês não sabem que haveremos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas desta vida!” (I Co 6:3) 

RETIRADO DE: http://www.pulpitocristao.com/